O código Da Vinci

Maio 31st, 2006

Finalmente com coragem para escrever novamente. Bem, na verdade não é coragem propriamente dita, é só que agora é a única ”vagabundagem” que eu vou conseguir fazer no trabalho, uma vez que agora eu tenho a mais rígida das minhas chefes fuzilando a minha nuca. Adeus candy dolls… Acho que até as minhas já raras postagens aqui no Aritmante vão ficar (mais) prejudicadas. Isso sem falar nos meus filhotes, abandonados nos blogs de fanfics que eu já quase não visitava?

Mas a boa noticia é que eu me fiz uma nova proposta: Fazer uma redação para cada livro que eu ler. É igual no colégio, com a diferença que eu vou escolher o que quero ler! Vou começar só com os que eu tiver lido a partir do meu último aniversário, para eu saber quantos livros eu leio por ano e principalmente para exercitar a minha redação e para aprender a ter opiniões.

O meu ponto de partida vai ser O Código da Vinci, que eu ganhei do Bri de presente de aniversário e aproveitando a recente visão da versão cinematoográfica do mesmo. No fundo, eu pensei mais nas relações entre filme-livro e os impactos deles na visão do cristianismo.

O filme alterou algumas coisas do livro. Nada de relevante, só o começo, o meio e o fim… É verdade que a ação do filme é mantida praticamente igual ao do livro, e houveram alterações interessantes, como o gerente do banco suíço tentando vender o seu rolex para o policial do FBI francês, por menos de 20 euros e abaixando o preço! (kkk)

Podemos partir daí para as diferenças: Vc acha mesmo que a polícia francesa se compararia ao FBI? Para mim a versão do livro faz mais sentido, o pesquisador americano pensando isso…. Well, isso é o de menos. Vejamos as coisas importantes:

O começo: No filme a polícia francesa interrompe o Lang-não-sei-lá-das-quantas em uma sessão de autógrafos enquanto no livro ele é chamado de madrugada no hotel. O que faz com que o assassinato tenha acontecido (no filme) em um horário mais ou menos social, certo? Afinal, uma palestra não costuma passar da meia noite, e eu nunca vi palestra científica combinada com noite de autógrafos. Que horas o Louvre fecha para que neste meio-tempo todo mundo saísse do museu, o velhinho fosse perseguido e assassinado, a polícia chegasse, instalasse toda a parafernalha, analisasse a agenda do cara E localizar o simbologista popstar? Acho a solução do livro muito mais fácil, que deixa o assassinato para alguma hora da madrugada e combina também com o encontro que os dois haviam marcado após a palestra.
Outro fora: como o Bizu descobre que a agente Nevou tinha armado com o simbologista se eles não seguem a versão (do livro) de que o policial tinha feito questão de que ele falasse do seu celular?

Embolando o meio de campo: umas duas alterações que não servem para dar uma acelerada no filme. Eu gostei, mas acho que foi só para deixar o filme mais ”passável” diante da opinião pública: Enquanto Teabing fala sobre o Graal o simbologista vai meio que podando os excessos, com um isso não foi provado, isso é só uma teoria. No livro ele tem uma posição mais similar ao outro pesquisador. Ainda no livro são 2 quebra-cabeças e todos os mistério proposto pelo Grão-Mestre são de duplo sentido.

As piores alterações do filme, para o catolicismo/cristianismo:

- O policial como membro do Opus Dei e o simbologista como católico : Isso NÃO EXISTE no livro! Dan Brown diz que Bezu devia ser católico conservador, mas não diz com todas as letras que ele era da prelazia. O livro não faz a mais tênue menção à opção religiosa do simbologista.

- Bezu Fache insistindo em prender o simbologista por que um padre afirmava que o mesmo havia dito isso em confissão: No livro ele só um bom policial querendo resolver logo um caso internacional (por que não é todo o dia que um curador do Louvre é assassinado no trabalho né?!), mas para o diretor a ânsia dele nada tem a ver com as diversas pressões que ele vem recebendo, a mancha que ele ficaria na reputação se não resolver esse caso… Não, nada disso é possível, ele só pode ”ter parte com Roma”!!

Mas a pior das piores mesmo é a última!

- A mãe da criptóloga com poderes via imposição de mãos: Essa alteração proposta pelo filme traz uma implicação importante, que talvez passe desapercebida pela maioria das pessoas. No livro, Jesus era um príncipe judeu assim como Maria Madalena era uma princesa. E ponto. No livro Jesus era homeníssimo, não tinha nada de Deus. O filme com esse singelo pondo muda essa ótica, para o filme Jesus era Deus e era casada. O que abre a possibilidade de existirem semi-Deuses andando por aí, com DNA divino!

Avaliação geral: Apesar deles terem tentado aliviar a barra do ”O Código da Vinci” introduzindo na fala do simbologista americano as principais brechas pontadas por diversos autores na obra de Dan Brown, na minha opinião os três pontos que citei como as piores alterações dão conta de fazer um estrago maior na cabeça de um desavisado do que o próprio original. As pessoas mais ligadas ao cristianismo que forem assistir devem ter em mente que tanto livro quanto filme são obras de FICÇÃO. E pessoalmente? Detestei as alterações físicas nos personagens! Silas com olhos azuis, Agente Neveu com cabelos pretos… eu fui esperando ver o Silas com olhos vermelhos! Humpf! E a Agente Neveu ruiva do livro combina mais com a história desenvolvida.

Alguém mais atento pode questionar:
- Mas com tanta disposição para escrever, por que vc não apronta logo a sua monografia da especialização? Ou o relatório que pediram no trabalho?

E serão boas perguntas! Se alguém souber a resposta…

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Codnome: Thera (Surtada) Fajyn

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Spielvan (embora ele não reconheça isto) Surtado


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Isso lá é pergunta que se faça? Tenta o seguinte... Vc chuta a minha idade no comentário e eu te digo se está quente ou frio...;) Que tal? rs...

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Autoretrato:







Acho que o auto-retrato já dá uma idéia de quem escreve por aqui não? Alguém com grandes objetivos (quando os têm), mas que por algum motivo inexplicável ou outro não o alcança. Ou melhor, alcança partículas dele.

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